O que fazer em caso de problemas?

Por Luiz Henrique.

Filho é assim mesmo: chega o feriado prolongado e pronto – fica doente. Isso vale para filhos de todas as espécies. O importante é estar prevenido para estes contratempos. Em uma situação de emergência, temos que saber o que fazer e – o mais importante – o que não fazer. Neste post, quero compartilhar algumas dicas que podem salvar a vida de seus amiguinhos dentuços.

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A hora de procurar um veterinário

O melhor momento para procurar um veterinário é antes de ter os primeiros ratos. Sei que isso nem sempre é possível, mas é o momento ideal. Ratos não são como cães e gatos. Se alguém tiver uma emergência com seu cachorrinho ou gatinho, é muito fácil achar um veterinário que saiba o que fazer. Com ratos, isso é muito mais difícil. Além disso, problemas de saúde pioram muito rápido em ratos. Assim, é crucial ter o contato de um veterinário especialista na agenda. Se deixar para procurar um profissional na hora em que estiverem doentes, muito provavelmente não haverá tempo de salvá-los.

Portanto, se você tem ratos e não conhece um veterinário que possa atendê-los, procure hoje. Agora. Pare de ler o post e vá atrás de um. Se não sabe por onde começar, continue lendo, vou dar algumas dicas.

Ao contactar um veterinário especialista, verifique sua formação, experiência e disponibilidade. Lembre-se de que crianças ficam doentes aos fins de semana. Então, é importante que ele esteja disponível ou que indique alguém que possa substituí-lo em caso de ausência.

Como encontrar um especialista

Em grandes centros, isso é fácil. Basta uma busca pela Internet e aparecerá algum. Há clínicas, hospitais (públicos e particulares) e nomes famosos. Mas e quando não aparece nada?

A primeira tentativa deve ser em redes sociais. Procure por grupos de pessoas que têm ratos como animais de estimação. Há vários bons grupos assim. Pergunte por profissionais confiáveis nas proximidades de onde você mora. O bom desses grupos é que as pessoas podem lhe indicar um veterinário em quem confiam. Porém, como a criação de ratos ainda não é muito popular, pode ser difícil encontrar um profissional, se você vive longe de grandes centros.

Digamos que os grupos não tenham sido de grande ajuda. Onde você conseguiu os ratos? Se você comprou ou adotou de uma pet shop, eles devem lhe informar um profissional de confiança. Volte lá e pergunte. É obrigatório que eles tenham alguém para lhe indicar. Se você comprou ou adotou de um pequeno criador, ele deve conhecer um veterinário especialista. Volte lá e pergunte a ele. Se ele não conhece nenhum veterinário que seja capaz de cuidar de ratos, então você está com problemas. Você colocou sua própria saúde e a saúde de seus familiares em risco. Criadores responsáveis devem estar muito atentos à saúde de seus pequenos. Mesmo tomando todos os cuidados, ainda é possível que adoeçam. Você precisa achar um veterinário com urgência e fazer um checkup em todo mundo. E denuncie o criador.

Digamos que você recebeu os ratos de alguém que os “salvou”, em uma outra cidade. Em sua cidade não há clínicas ou profissionais conhecidos. O veterinário do cachorro do vizinho também não conhece nenhum colega que entenda do assunto (sim, perguntar a veterinários se eles conhecem alguém que possa lhe ajudar é uma boa saída, também). Então, você pode procurar por laboratórios. Laboratórios de pesquisa com animais podem ser encontrados em empresas do ramo ou em cursos universitários. Nesses casos, é obrigatório que tenham um biotério, que é o lugar que fornece os bichinhos que serão alvo dos experimentos. Mesmo que a faculdade não tenha um biotério, ela deve receber as cobaias de um. Se há uma faculdade que oferece cursos na área de saúde perto de sua casa (na cidade mais próxima, por exemplo) eles devem ter um biotério. Biotérios são mantidos por bioteristas, que devem conhecer, necessariamente, um veterinário especialista. Vá perguntando até chegar no bioterista. Aí, pergunte a ele quem é que cuida da saúde dos pequeninos abrigados lá.

Se, próximo a você, não há veterinários que sejam capazes de cuidar deles, criadores, biotérios ou laboratórios, então você deveria repensar a atitude de mantê-los consigo. Você ficaria tranquilo de ter um filho sem conhecer um único médico, sem saber de ninguém com quem possa contar, caso adoeça? Pois bem…

E os problemas financeiros?

A grande maioria de nós passa, em uma fase ou outra da vida, por problemas financeiros. Cuidar da saúde de ratos não é muito barato. Caso você esteja nesta situação, há alternativas.

A primeira é procurar por hospitais veterinários públicos. É curioso, mas pouca gente sabe que eles existem. Estes lugares prestam um grande serviço à comunidade e os profissionais que ali atuam não serão insensíveis à sua situação. Alguém dará um jeito.

Caso não haja hospitais públicos nas redondezas, converse com um veterinário especialista. Acredite, a maioria dos veterinários (principalmente especialistas em exóticos) têm amor pelo que fazem e colocam o bem-estar dos bichinhos em primeiro lugar. Converse com ele e explique sua situação. Com certeza ele vai encontrar uma maneira de atender seus pequenos que contemple sua situação. Pode ser por desconto, por parcelamento, por voluntariado, enfim. É um ser humano – converse com ele.

Se sua situação estiver realmente ruim, você ainda pode pedir ajuda nos grupos que citei, lá no começo do post. As pessoas são solidárias e podem até mesmo fazer uma vaquinha para você, se souber como pedir.

O que não fazer

Há muitas coisas que você não deve fazer para cuidar da saúde de seus ratos. A melhor maneira de saber todas elas é conversar com o veterinário que você já deve ter encontrado. Mas vamos colocar aqui as principais.

  • Não medique seu rato por conta própria. Isso inclui remédios caseiros, receitas da vovó, chazinho de ervas, remédios para crianças ou para outros animais. Ratos são diferentes de humanos, de cães e de gatos. O que serve a um, pode ser um veneno a outro. O chazinho de casca de laranja, por exemplo, é cancerígeno a ratos machos. Só um veterinário especialista sabe o que é seguro.
  • Não siga instruções médicas de não especialistas. Mesmo que sejam veterinários. Muitos veterinários de animais de pequeno porte não sabem o quão diferentes os ratos são, até mesmo de outros roedores, como porquinhos-da-índia. Se não for especialista em exóticos, ele provavelmente não vai saber o que fazer e pode, inclusive, agravar a condição do seu pequeno. Procure um veterinário de confiança.
  • Não busque instruções médicas em grupos de redes sociais, com criadores, por mais experientes que sejam, ou em blogues da Internet. Isso mesmo, blogues da Internet. Aqui, nós podemos orientar as pessoas a melhorar a qualidade de vida dos ratos de estimação, a perceber sinais de que algo está errado (e portanto é hora de procurar um profissional) e a melhorar o relacionamento entre ratos e tutores em geral. Apenas um especialista pode prescrever um tratamento a uma condição de saúde, mesmo que seja simples. Procurar primeiro na Internet pode fazer com que você perca um tempo precioso e ainda colocar a vida do pequeno em risco. Lembre-se de que problemas de saúde em ratos evoluem muito rápido.
  • Não espere por um milagre. Peça ajuda.

Muitas pessoas têm nos procurado em busca de orientações médicas. Acredite, a resposta será sempre a mesma: não damos orientações médicas. Nem mesmo um veterinário especialista pode dar orientações sem uma consulta presencial. E fica um alerta: não confie em quem dá este tipo de orientação. Se a pessoa não sabe nem que isso é crime (viola o código de ética da medicina veterinária), quem garante que seu palpite não prejudicará seu pequeno? Nada substitui o olhar de um veterinário (ou, no caso do nosso, o nariz – ele detecta alguns problemas até pelo cheiro – impressionante).

Se precisar de orientações médicas, você pode contar conosco para encontrar um profissional perto de você. Faremos o que estiver ao nosso alcance para isso. Se você conhece um veterinário de confiança, que cuida dos seus ratos, gostaríamos muito que entrasse em contato com a gente e fizesse sua recomendação.

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Eu tenho alergia a ratos. E agora?

Por Luiz Henrique.

alergiaEu tenho alergia a muitas coisas. Mas a pior de todas, para mim, é a alergia a bichinhos peludos. Eu sofro um pouco, mas acho impossível ficar sem eles. Neste post, eu gostaria de compartilhar algumas estratégias para diminuir os sintomas de quem é alérgico e, como eu, não quer ficar sem suas companhias não humanas.

Uma alergia é uma resposta do sistema imunológico a um agente (uma substância, ou agressor) que é inofensivo à maioria das pessoas. Suas defesas resolvem que aquilo deve ser atacado. Há vários níveis de severidade desta resposta, que vão desde leve incômodos até reações que podem por em risco a vida de quem é alérgico. Assim, se você tem reações alérgicas que apenas incomodam, vai se dar bem com essas dicas. Se as reações forem um pouco mais sérias, muitas destas dicas podem ser úteis, mas uma visita a um médico pode ser bem vinda. Se as reações são muito mais sérias, uma visita ao médico é essencial e as dicas daqui não vão ajudar muito você. Pode ser necessário um tratamento de dessensibilização ou, até mesmo, deixar de ter contato com nossos amigos peludos. Só um médico pode avaliar isso. Repito, reações alérgicas podem ser violentas, chegando a ser fatais. Não siga cegamente as dicas daqui. Elas são para pessoas que têm reações moderadas a animais. No meu caso, eu tinha reações muito violentas, quando criança. Depois de um longo tratamento de dessensibilização, cheguei ao ponto em que estou hoje, com reações moderadas.

Aqui, vou me concentrar nas duas principais reclamações que percebo. Alergias respiratórias e alergias de pele.

Alergias respiratórias

É um problemão. Você chega perto deles e os sintomas aparecem. Espirros, coceira na garganta e, em alguns casos, chiados no peito. Ratos, gatos, cães, etc., não causam alergias por si mesmos. São sempre agentes secundários (que os acompanham) que causam o estrago. Vamos aos principais.

Urina

A urina dos ratos, como a de todos os mamíferos, contém substâncias tóxicas que podem ser muito agressivas a algumas pessoas. Se for esse o problema, então ele não é só seu. Seus ratos provavelmente sofrem também. O acúmulo de amônia é um fator que desencadeia sérios problemas respiratórios neles, devido à micoplasmose. Ter uma gaiola arejada, em um lugar bem ventilado (mas protegido, dentro de casa!) com limpeza frequente, deve resolver o problema.

Materiais usados no ninho

Este é outro problema que pode ser compartilhado com seus pequenos. Serragem, maravalha e alguns outros materiais usados para absorver urina podem causar alergias em humanos e ratos. Tente trocar esses materiais por outros mais saudáveis. Aqui em casa, damos papel toalha para o pessoal. Eles cortam, amassam e fazem a festa, construindo ninhos fofinhos e quentinhos. Mas tem que trocar sempre.

Ácaros

Sempre que alguém diz ter alergia a pó ou a pelos de animais, na verdade tem alergia aos ácaros presentes nesses elementos. Ácaros são geralmente microscópicos. São bichinhos aparentados dos carrapatos que se alimentam de pele morta. O tipo mais comum vive das células mortas que caem o tempo todo de nossos corpos, morando em tecidos e outros lugares onde possam encontrar abrigo. Alguns tecidos de fibras grossas, como a lã por exemplo, oferecem toda a proteção que precisam. Alguns tipos são mais agressivos e cavam nossa pele para se alimentar, se proteger e colocar seus ovos. Um exemplo desses é a sarna (escabiose).

Se o seu problema é com os ácaros, há solução. Você pode desconfiar que sua alergia é a ácaros se começa a espirrar (ou tossir, com chiados no peito, em alguns casos) toda vez que fica com os pequeninos próximos ao rosto. Como eu gosto de esfregar essas coisinhas na cara, foi fácil identificar. Nesse caso, existem medicamentos que são acaricidas, anti-pulgas e vermífugos. Eles matam ácaros. Consulte seu veterinário para que ele indique o remédio e a dose adequados. Muito cuidado, pois alguns anti-pulgas para gatos são tóxicos para ratos. E nunca use esses medicamentos em ratos novinhos. Eles podem causar problemas neurológicos. Quando crescem, os ratos ganham resistência a essas substâncias e elas passam a ser seguras, se usadas na dose certa. As mesmas substâncias podem ser usadas para lavar as roupas e panos que possam conter ácaros. Eles também são sensíveis ao calor. Você pode colocar as roupas no sol para se livrar deles.

Uma dica importante é separar a “roupa dos ratos”. Quando for lidar com seus ratos, coloque uma outra roupa. Após brincar com eles, troque de roupa novamente. Pode ser apenas a camiseta, ou blusa, mas os agentes que causam alergia tendem a ficar na roupa que usa. Ao trocá-la, você evita a exposição continuada.

Alergias de pele

Dependendo do nível, a coisa pode ficar feia. Normalmente, os vilões são, novamente, urina e ácaros.

Ácaros

É um pouco raro, mas pode acontecer. Os ácaros que deveriam ficar nas coisas acabam ficando em você. Ou ainda, pode ser que você esteja diante de um ácaro mais agressivo, que viva na pele mesmo. Você vai notar, nesse caso, que os ratos também se coçam. Por via das dúvidas, trate todo mundo. Veterinário para os pequenos e dermatologista para os humanos. Todo mundo toma (ou passa) acaricida.

Urina

Aquelas unhas afiadas… Você até corta, mas quando menos espera, lá vem aquelas navalhinhas de novo. O problema é que, embaixo das unhas, existe um depósito de urina (eles fazem xixi por tudo) e bactérias. Quando eles se agarram à gente, acabam ferindo um pouco nossa pele (às vezes, muito) e existe a penetração de urina e bactérias. Dependendo da pessoa, a reação pode ser à urina ou às bactérias (ou ambos). Há outros fatores, como fungos por exemplo, mas não é comum que causem problemas.

Nesse caso, é recomendável usar roupas longas e não muito finas, como blusas de moletom. Em algumas regiões do país isso pode ser desconfortável, mas não é tão desconfortável quanto as bolhas que sobem em volta dos arranhões (é o meu caso). Quando notar arranhões ou perfurações, passe um antisséptico tão logo quanto possível. Eu tenho sempre à mão um álcool desinfetante para isso (aqueles que encontramos em farmácias). Você pode usar o antisséptico que desejar, mas cuidado para que os ratos não tenham contato com isso. Antissépticos podem ser tóxicos, se ingeridos.

Enfim…

Para quem é alérgico, é ainda mais importante manter o ambiente o mais limpo possível. Limpar a gaiola com mais frequência, usar materiais mais seguros e substâncias mais neutras. Proteger-se, com roupas adequadas, pode aliviar muito os sintomas. Manter todos livres de ácaros, também. Pode ser recomendável cortar as unhas dos seus ratos. Porém, tenha em mente que essa pode ser uma tarefa desafiadora, em alguns casos, que deve ser feita com muito cuidado. As unhas deles não são como as nossas e cortá-las de modo inadequado pode machucá-los bastante. Há uma imagem das unhas deles e de como cortá-las no nosso post sobre cuidados na terceira idade.

Eu tenho alergias de pele aos ácaros e à urina dos ratos. Tenho alergias respiratórias que incluem (mas não se limitam a) ácaros, urina e pó de madeira. Os sintomas vão de crises de espirros à asma brônquica. Tenho fortes reações às bactérias presentes nas unhas deles. Mas nada disso é empecilho para que tenhamos uma convivência feliz. Eu não imagino como seria minha vida sem essas pestinhas.

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A gravidez da Nyx

Eu gostaria que esse fosse o post de apresentação dos nossos novos bebês, mas infelizmente tenho más notícias. A Nyx teve complicações na gravidez e no dia 16 de junho fez uma cesárea para remover os bebês, que estavam mortos e subdesenvolvidos. A Nyx está bem e já se recuperou da cirurgia. Está novamente na gaiola com suas irmãs. Nesse post eu vou contar a história de como tudo aconteceu.

O Casal

Nós reproduzimos ratos apenas ocasionalmente, com o objetivo de manter nossa colônia uma família grande e feliz. Com o falecimento de alguns de nossos velhinhos, decidimos que estava na hora de uma nova ninhada. A Nyx e o Thor, casal que escolhemos para cruzar, sempre foram muito saudáveis e muito fofos. O Thor nasceu na nossa casa, filho da Sáti e do Odin. A Nyx veio da criação do Maicon Meirelles.

Primeira semana de gravidez

Logo no primeiro dia, a Maya (nossa fêmea alfa) percebeu que a Nyx estava grávida e resolveu começar a fazer um ninho pra ela. A Maya ficou muito feliz, ela adora filhotinhos. Levou todos os paninhos da casa para a Nyx. A Nyx mudou um pouco de comportamento, ficou mais carinhosa, calma e passou a se limpar mais.

Ganho de Peso

Como sempre, registramos o peso da Nyx todos os dias no mesmo horário. Usamos uma balança digital com precisão de 1g e uma bandeja de apoio para a Nyx. No gráfico abaixo você pode ver que o ganho de peso dela nos primeiros dias foi normal até o 15° dia. Apesar de ela ter ganhado pouco peso (o que poderia indicar poucos filhotes) a inclinação da curva é normal. De repente, no 16° dia, ela perdeu muito peso. Apesar de ter recuperado o crescimento anterior, a perda de peso indica um problema de percurso. Além disso, o aumento de peso deveria ser muito maior nos últimos dias.

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Últimos dias da gravidez

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Nyx na maternidade com a Gaia

Alguns dias antes da data prevista para o parto (12 de junho), colocamos a Nyx numa maternidade feita especialmente para ela. Ela protestou bastante e não queria ficar separada das irmãs. A Maya e a Gaia se revezaram para fazer companhia para ela nos primeiros dias na maternidade. Depois ela se acostumou. O dia chegou e nada de trabalho de parto. No 24° dia de gravidez chamamos o veterinário para ver se estava tudo certo. A gravidez de um rato, em alguns casos mais raros, pode demorar 25 dias. O Dr. André fez uma avaliação e nos disse que a Nyx estava bem e tinha movimento no útero, mas era melhor esperar mais um pouco. Caso ela não desse à luz ele faria uma cesárea.

Mais um dia se passou e a bolsa da Nyx estourou. Estávamos muito ansiosos e não tiramos os olhos dela, mas nada de filhotinhos. Chamamos o veterinário de novo. Ele administrou um hormônio para induzir o parto. Nós chegamos a ver o rabinho de um filhote, mas ele voltou pra dentro. No dia seguinte ainda nada de filhotes, era hora de fazer uma cesárea para salvar a vida da Nyx.

A cesárea

O procedimento foi tranqüilo, quase sem sangramento. Nós estávamos preparados para prestar atendimento aos filhotes, caso estivessem vivos. Infelizmente, haviam só dois filhotes no útero e eles estavam mortos e subdesenvolvidos. O Dr. André removeu o útero para que não houvesse risco de infecção, mas manteve os ovários. A Nyx se recuperou muito bem da anestesia e apesar de ter aprontado e arrancado os pontos, o Dr. André suturou de novo e agora ela está ótima.

Por quê?

E por que será que aconteceu isso? Estamos investigando junto com nosso veterinário. Quando tivermos respostas mais definitivas contaremos pra vocês. Por enquanto eu agradeço o apoio de todos os nossos leitores, em especial à Juliana Meyer.

 

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Faça você mesmo: Maternidade

Por Aline Pêgas

Como alguns de vocês já sabem, logo logo teremos filhotinhos! A Nyx está grávida. Aproveitando a ocasião, o post dessa semana é um tutorial passo a passo de como fazer um berçário que seja seguro, fácil de limpar e barato.

Nos primeiros dias de vida os bebês ainda não enxergam nem ouvem, mas andam. Uma gaiola com grades muito espaçadas pode permitir que um deles fuja. Basta uma hora longe da mãe para que um bebê morra de hipotermia. Uma boa maternidade para os primeiros dias de vida pode ser feita com uma caixa organizadora grande e bem ventilada. Como você deve imaginar, não é tarefa fácil para a mãe cuidar de uma ninhada que, em média, tem 12 filhotes. Por isso é importante ter uma plataforma na maternidade onde só a mãe consegue subir (pode ser uma redinha). Assim, ela poderá descansar um pouco quando precisar.

Vamos aos materiais:

  • Caixa organizadora transparente 60L (Estou usando uma de dimensões 30,7 x 42,5 x 63,5 cm)
  • Faca que você não vá usar para outra coisa depois (nós vamos esquentar a lâmina para cortar o plástico)
  • Prego grande
  • Alicate
  • Fonte de calor: eu estou usando um mini maçarico, mas pode ser a chama do fogão. Crianças: peçam ajuda de um adulto.
  • Estilete (opcional)
  • Grade metálica ou tela com espaçamento menor que 1 cm.
  • Arame fino
  • Abraçadeiras de nylon

Passo 1: Colocar o bebedouro

Vamos fazer um furo na lateral para colocar o bebedouro. É bom que ele fique do lado de fora da caixa para não ser roído. Meça o diâmetro do bico do bebedouro para fazer um buraco justo. Se ficar folgado as crianças começam a roer em volta do buraquinho.

Faça uma marca onde deve ficar o bico do bebedouro a 7cm da base da caixa. Segure o prego com o alicate pra se proteger, esquente a ponta do prego e fure a caixa na marcação.

 

A qualquer momento você pode usar o estilete para tirar as rebarbas. Muito cuidado! Aumente o buraco que você fez com o prego até ficar justo no bico do bebedouro. Marque dois pontos 7cm acima do buraco que você fez para colocar o arame que vai sustentar o bebedouro. No meu caso, a distância entre os dois buracos de cima é de 4 cm. Se o seu bebedouro for muito diferente do meu e esse método não funcionar, fique à vontade para me mandar uma mensagem. Esquente a pontinha do arame e use ele próprio para fazer os buracos nas marcações de cima, assim ficará bem justo. Molde o arame para acomodar o seu bebedouro.

 

Passo 2: Modificar a tampa

Como eu moro em Curitiba e estamos no outono, eu só vou colocar grades para ventilação na tampa. O mesmo processo pode ser usado para colocar mais grades nas laterais se for necessário.

Desenhe na tampa o formato da grade que você vai usar. Dê uma margem de 1.5cm para que a grade fique apoiada no plástico. Esse passo também pode ser feito com tela de arame, sem problemas. Eu estou usando um pedaço de uma antiga gaiola para hamsters. Aqueça a faca e corte o plástico nas linhas que você desenhou. De novo, muito cuidado! Tire as rebarbas com o estilete.

Com o prego quente (lembre-se de segurá-lo com o alicate) faça furos ao redor da abertura para prender a grade. Use as abraçadeiras de nylon para prender a grade, cuidando para que não fiquem frestas. Corte o excesso das abraçadeiras.

Esse é o básico do que precisa ser feito. Como plataforma para a Nyx descansar eu coloquei uma redinha com altura regulável. Além disso, dentro da caixa ela tem uma casinha e um barril de madeira, vários pedaços de soft, papel toalha, papelão e um potinho de comida.

Esse é o resultado:

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Você pode acompanhar a gravidez da Nyx no nosso instagram.

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O inverno está chegando

Por Luiz Henrique.

O inverno está chegando. É uma época em que devemos ter atenção a alguns detalhes para nossos pequeninos.

O Brasil é um país grande e inverno nem sempre significa frio. Em alguns lugares fica frio, em outros fica seco, em outros, úmido. Vamos falar um pouco de cada coisa.

O frio

invernoRatos têm uma temperatura corporal que fica em torno de 38°C. Ao natural, lidam até que bem com o frio, pois são espertos o suficiente para se manterem aquecidos. Porém, dentro de uma gaiola é difícil conseguir materiais alternativos para se aquecer. Somos nós os responsáveis por fornecer-lhes tudo o que precisam.

Lembre-se de que ratos são pequeninos. Por causa disso, é mais difícil de manter a temperatura corporal. Para eles, um ambiente com temperaturas de 18 a 24°C é confortável. Abaixo disso, vão começar a tremer de frio. Acima disso, vão passar calor. Se os seus ratos ficam em um ambiente em que a temperatura pode ficar abaixo dos 18°C, é bom tomar providências. Bastante material para fazerem um ninho, pode ser útil. Veja as dicas no nosso post anterior “dicas para o inverno“. Cuidado se for cobrir a gaiola deles para que a ventilação não fique prejudicada. Isso pode aumentar os níveis de amônia na gaiola, prejudicando seus pulmões.

Abaixo de 10°C há risco sério de hipotermia (problemas causados por temperatura muito baixa). Quanto mais novo o rato (e menor), mais alto é o risco de morte. Na verdade, o risco de morte é grande entre fêmeas prenhas, ratos jovens, principalmente recém-nascidos, e ratos idosos. Mesmo que não fique exposto por muito tempo, pode haver queda na sua imunidade, dando margem ao desenvolvimento de várias infecções, principalmente respiratórias. Lembre-se de que todo rato tem micoplasmose. Todo cuidado é pouco.

Clima seco

Cute Young Nager Rodent Fur Rat Close SweetEm muitos lugares, inverno significa clima seco. Ratos são bastante sensíveis a variações na umidade do ar. O ideal é que fique entre 50 e 70%. Abaixo de 40%, problemas podem aparecer. Abaixo de 30% é problema na certa. Um problema comum causado pela baixa umidade é o ressecamento da pele. A pele perde elasticidade e racha. No corpo, podem aparecer infecções e abcessos. Na cauda, a coisa pode ficar séria. Um anel de pele ressecada pode prender a circulação da cauda, fazendo com que ela gangrene. Nesse caso, é preciso amputar. É muito sofrido para o coitado do ratinho. O ar seco também afeta os pulmões. Lesões podem aparecer, facilitando o desenvolvimento de infecções. Veja dicas para manter o ambiente úmido no nosso post anterior, dicas para o inverno, que já mencionei.

Clima úmido

umidoAcontece também de termos lugares com invernos úmidos. Se a umidade ficar acima de 70%, os ratos vão sentir desconforto. Acima de 80%, vão ter problemas de saúde. A umidade alta favorece o acúmulo de amônia, que prejudica a respiração, e a proliferação de fungos. Assim, micoses de pele são comuns em ambientes de alta umidade. Novamente, recomendo a leitura do nosso post com dicas para o inverno.

Se problemas de pele aparecerem, vejam nosso post sobre isso.

Mantenham suas crianças quentinhas e protegidas. É importante para a saúde delas. Aqui em casa, nossas crianças ficam quentinhas umas com as outras. Ter um monte de ratos também ajuda no inverno. Eles ficam todos empilhados uns sobre os outros.

Mas há uma menina que merece atenção especial. Nossa Nyx vai ter bebês! Há vários cuidados especiais a serem tomados durante a gestação. Nesse período, é essencial que a mamãe fique bem quentinha. Aqui, a Nyx tem um montão de gente para cuidar dela, inclusive a tia Maya. É impressionante como a Maya, nossa fêmea alfa, começou a cuidar da Nyx e até mesmo a fazer um ninho para ela, no dia seguinte à Nyx ter cruzado. Ela está radiante com os novos sobrinhos. Acompanhe o desenvolvimento da gravidez da Nyx pelo nosso instagram.

instagram

instagram.com/ratodecasa

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Histórias de Família II

Por Aline Pêgas
Depois que o companheiro de gaiola dele morreu, o Deimos ficou extremamente apegado a nós. Ele sentiu muito a falta do irmão, e ratos sendo sociais, também sentiu muita falta de contato. Várias vezes durante o dia eu tirava o Deimos da gaiola e ele ficava pertinho de mim, dormindo encostadinho nos meus pés como se estivesse abraçado em outro rato. Toda noite ele se juntava a nós no sofá pra assistir séries de TV e ganhar um agrado. O Deimos também já faleceu. Considerando que o Phobos e o Deimos foram usados em experimentos num laboratório, eles viveram muito: aproximadamente 3 anos. Eles eram muito agressivos e tinham medo de tudo quando chegaram na nossa casa, mas se tornaram os ratos mais doces que já conheci. Nesse post eu quero contar uma historinha sobre o Deimos, que aconteceu no último mês de vida dele.
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Deimos

O Luiz Henrique estava descansando no quarto, e o Deimos estava fazendo companhia. Nós deixamos comida e água pra ele numa caixa e o soltamos no quarto. O Deimos foi até o Luiz e cheirou a boca dele. O Luiz não tinha comido nada a algum tempo. O Deimos foi em direção à caixa com a comida dele, pegou alguns pellets de ração e trouxe até o travesseiro do Luiz, que pensou que ele tivesse trazido comida pra comer do ladinho dele. Não era isso. O Deimos mostrou a ração para o Luiz como quem diz: Olha! Trouxe pra você! Em seguida foi para a caixa com a ração e comeu a ração dele lá.

Foi uma experiência maravilhosa cuidar do Phobos e do Deimos.  Se você tem interesse em saber mais sobre adoção de ratos de laboratório, confira nosso post “Cuidando de um rato aposentado“.
Pra ler outras historinhas deliciosas sobre nossos ratos, veja o primeiro post da série “Histórias de Família“.
Boa noite pra vocês, e mandem um apertãozinho do rato de casa para todos os seus ratos!
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Onde conseguimos nossas informações?

Por Luiz Henrique.

A maior parte do que sabemos sobre ratos não vem de experiência própria. É claro que observamos nossos filhotes e aprendemos com eles, mas só isso é pouco. Faz relativamente pouco tempo que temos ratos e, até agora, tivemos apenas uma ninhada. É uma amostra pequena demais do rico universo deles para ser uma fonte confiável de informação. Resolvemos que seria importante falar um pouco sobre as principais fontes de informação que alimentam nosso blog (e nos orientam em como cuidamos dos nossos pequeninos).

Primeiro, gostaria de avisar que boa parte dessas fontes estão escritas em inglês. Não tem jeito. Hoje, produz-se conhecimento na língua inglesa, no mundo todo. É a língua em que os pesquisadores se comunicam, atualmente. Em segundo lugar, é preciso enfatizar que o conhecimento científico sobre ratos é focado em ratos de laboratório. Algumas poucas fontes trazem informações sobre ratos de rua ou selvagens. Mais raro ainda é encontrar informações sobre ratos de estimação. Nossos ratos de casa são diferentes de ratos de rua, de laboratório ou selvagens. São da mesma espécie, mas seus hábitos, seu comportamento e até mesmo sua genética são bem diferentes. Sempre tentamos deixar claro quando uma informação sobre ratos que trouxemos poderia não se aplicar bem a ratos de estimação. Mas é uma tarefa muito difícil saber o que vale e o que deixa de valer em cada caso. Assim, vou colocar as principais fontes, comentando um pouco sobre cada uma delas.

Livros sobre ratos

“The Laboratory Rat”, por Baker, Lindsey e Weisbroth – Academic Press, 1979.

É um livro (em dois volumes) de 1979. Portanto, não é exatamente uma fonte atual de informações. Mas é uma boa fonte histórica e sobre anatomia e patologias (mais “clássicas”). Cada capítulo é escrito por um especialista naquela área. Pela época e pelo título já dá para imaginar que o assunto é exclusivamente ratos de laboratório e como usá-los em experiências. Usamos essa fonte para falar sobre o Instituto Wistar e como tudo começou.

“The Laboratory Rat”, por Krinke – Academic Press, 2000.

Apesar de já ter uns aninhos, continua uma fonte bastante atual. Também tem o formato de cada capítulo ser escrito por um especialista na área. É, claramente, focado no rato de laboratório, mas traz uma grande quantidade de informações sobre anatomia, fisiologia, patologias, genética, reprodução (e comportamento reprodutivo) e acomodações. Também há, no início, uma boa introdução histórica.

“The Laboratory Rat”, por Suckow, Sharp e La Regina – CRC Press, 1998.

Este é um livro bastante técnico sobre o uso do rato como animal de laboratório. Porém, tem algumas informações interessantes sobre doenças e como examinar um rato. Para aqueles que se aventurarem a ler este livro, quero lembrá-los de que, apesar do livro ensinar vários procedimentos médicos, apenas um veterinário pode realizá-los. Não adianta ler o livro e se achar cirurgião. Não pode.

“The Laboratory Rat”, por Suckow, Weisbroth e Franklin – Academic Press, 2006.

É a segunda edição do primeiro livro indicado. Tem muitas informações sobre comportamento, como linguagem corporal, brincadeiras e brigas. Mas ainda é focado no rato como instrumento de pesquisa. Assim, o foco é em doenças, reprodução, coisas assim. É uma excelente fonte de informação.

“The Behavior of the Laboratory Rat: a Handbook with Tests”, por Whishaw e Kolb – Oxford University Press, 2005.

Tudo o que você sempre quis saber sobre comportamento de ratos. Faz uma análise minuciosa de vários dos sistemas dos ratos (órgãos dos sentidos, locomoção, hábitos alimentares), nas várias fases da vida. Como interagem uns com os outros, como demonstram sentimentos e emoções. É focado em ratos de laboratório, mas muito do que está ali serve para ratos de estimação. É uma coleção de trabalhos. Cada capítulo é escrito por especialistas diferentes.

“The Rat: a Study in Behaviour”, por Barnett – Aldine Publishing Company, 1963.

Apesar de antigo, é um livro rico no que se propõe – o estudo do comportamento dos ratos. Foca não apenas em ratos de laboratório, mas em ratos selvagens também. Recentemente, houve um estouro de novos trabalhos sobre comportamento dos ratos. Isso faz com que este livro seja um pouco ultrapassado. Tomados esses cuidados, é excelente.

“The Story of Rats”, por Barnett – Allen & Unwin, 2001.

Este é um livro de divulgação. Conta a história da influência que tivemos sobre as espécies de ratos domésticas e vice-versa. O autor tem como objetivo, entre outros, de desmitificar os ratos como espécies detestáveis. Coloca os ratos como seres inteligentes, que nos acompanham a muito tempo. É um livro gostoso de ler.

“Breeding and Care of the Albino Rat for Research Purposes”, por Greenman e Duhring – The Wistar Institute of Anatomy and Biology, 1931.

É o livro menos atual que conheço sobre o assunto. Mas é fantástico. Esse casal (os autores) cuidava dos ratos do Instituto Wistar com muito carinho e dedicação. No livro há até uma seção com receitas caseiras de alimentação (mesmo porque, na época, não havia rações). É um livro de domínio público com informações preciosas sobre cuidados com ratos e pode ser lido na íntegra aqui. Mas lembre-se: muita água já passou entre 1931 e 2017.

“Rat Health Care Booklet”, por Debbie Ducommun, 2015.

É um livro escrito por uma criadora que se tornou referência mundial no cuidado com ratos. É repleto de informações muito úteis sobre cuidados e contém dicas sobre o que fazer em emergências.

Livros sobre animais exóticos (que falam sobre ratos)

“Exotic Pet Behavior: Birds, Reptiles and Small Mammals”, por Bays, Lightfoot e Mayer – Saunders Elsevier, 2006.

Apesar de falar sobre vários bichinhos diferentes, esta é uma boa fonte de informação porque fala de ratos como animais de estimação. Fala dos cuidados que devemos ter com eles, de como interagem conosco e de como descobrir se há problemas de saúde ou comportamento. Por exemplo, há uma seção sobre comportamentos associados à dor, o que é muito difícil identificar em roedores. Vale a pena.

“Manual of Exotic Pet Pratice”, por Mitchell e Tully – Saunders Elsevier, 2009.

Assim como o anterior, fala sobre um monte de animais exóticos. Inclusive ratos. Mas fala de ratos como animais de estimação. Neste livro há muita informação técnica sobre os cuidados com eles, seja no manejo, no ambiente, alimentação, etc. Há informações sobre doenças (tanto as próprias deles, quanto as que podemos transmitir a eles) exames e seus tratamentos.

“Dentistry in Rabbits and Rodents”, por Böhmer – Wiley Blackwell, 2015.

Este é um livro um pouquinho mais atual do que os outros. Fala tudo sobre dentição de roedores. Tudo. E também trata ratos como animais de estimação, o que é importante ao se falar em cirurgias, por exemplo. Se você for veterinário de roedores (e lagomorfos), é essencial que veja este livro.

Periódicos

Muito do que comentamos aqui vem de periódicos (revistas especializadas) que não tratam diretamente sobre ratos. Às vezes é um revista sobre psicologia, às vezes genética, audição em animais, etc. Algumas vezes, até mesmo revistas de cunho geral, como a Nature ou a Science. Então, vou citar as três revistas mais importantes, que falam mais diretamente sobre o assunto.

Journal of Exotic Pet Medicine.

É uma revista de medicina veterinária de animais exóticos. Os artigos são de alta qualidade. Há muita coisa sobre ratos, que são tratados como animais de estimação, na maior parte dos artigos. Traz conhecimento científico de ponta no tratamento desses bichinhos.

Journal of the American Association for Laboratory Animal Science.

É uma revista sobre animais usados em laboratórios. Os artigos são de boa qualidade, mas cuidados devem ser tomados ao transportar informação obtida com ratos de laboratório para nossos companheiros em casa. Depois de um tempo, os artigos passam a ter acesso livre – pode-se consultá-los gratuitamente.

Current Biology.

É uma revista sobre biologia. Em outras palavras, tem de tudo. Muito de vez em quando, aparece um artigo falando sobre ratos. Mas, quando acontece, o artigo é bom. Boa parte das publicações é de acesso livre. É um periódico que vale a pena acompanhar.

Sites e blogs

Não falaremos aqui sobre os blogs de nossos amigos. Quero usar este espaço para apresentar blogs que nossos leitores talvez não conheçam. Portanto, são estrangeiros.

Rat Guide

Um site com muita informação sobre ratos de estimação. É dividido em seções de saúde, cuidados, medicações e reprodução. Vale a pena conferir.

Rat Fan Club.

É o site da Debbie Ducommun, a criadora que é referência mundial, que citei acima. Muito do que está no livro dela vem de seu site.

Rat Behavior and Biology.

É a página de uma estudante de biologia que ama ratos. Tem muita informação técnica e precisa.

American Fancy Rat and Mouse Association (AFRMA).

Site da associação de criadores de ratos e camundongos dos Estados Unidos. As informações contidas lá são, normalmente, sobre padrões, genética e notícias úteis a criadores.

National Fancy Rat Society.

Site da associação de criadores de ratos de estimação da Inglaterra. Apesar de voltada a criadores, lá há informação sobre tudo. É um site muito bom.

Charles River Lab.

O site do laboratório Charles River. Eles têm muita informação sobre o perfil genético dos ratos de laboratório comumente encontrados por aqui. Também há informações sobre curvas de crescimento, peso ideal, relatórios sobre doenças, etc.

The Jackson Laboratory.

O site do laboratório Jackson. Eles são mais especializados em camundongos, mas também têm informações sobre ratos.

Janvier Labs.

O site dos laboratórios Janvier. Tem muita informação sobre as curvas de crescimento das diferentes linhagens, fatores de reprodução, etc.

Isogenic.info.

É um site sobre isogenia. Tem como objetivo desmitificar as técnicas de cruzamento consanguíneo para a produção de linhagens. É bastante esclarecedor.

Organizando tudo

Nossa intenção é popularizar as informações sobre ratos como animais de estimação. Procuramos trazer dicas para melhorar a vida dos nossos companheiros, com o compromisso de que as informações aqui presentes sejam de fontes confiáveis. Assim, nada melhor do que divulgar a origem delas.

Além dessas fontes escritas, temos uma certa carga de experiência, que procuramos divulgar com muito cuidado, e uma fonte humana confiável de informações: nosso veterinário Dr. André Richter Ribeiro.

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