Seus ratos estão felizes?

Por Luiz Henrique

Acho que muitos de nós já nos perguntamos se nossos bichinhos estão felizes, sejam eles ratos, cachorros, gatos ou outros quaisquer. A grande questão aqui é saber até que ponto podemos julgar o estado emocional de um animal não humano por nossos padrões. Apesar de ser um tema um tanto controverso, para mim parece claro que animais têm emoções. Dizer que nossos companheiros mais próximos não são capazes de sentir é ignorar nossa história natural e nossa herança comum. Ratos e humanos têm um último ancestral comum a cerca de 75 milhões de anos atrás. O genoma dos ratos é cerca de 5% menor do que o nosso. O número de genes codificados é quase o mesmo. Não é à toa que ratos são usados como modelos para doenças hereditárias em humanos – somos biologicamente muito parecidos [1]. Temos cérebros com organização parecida. Por que não emoções parecidas?

Mesmo entre nós humanos, é difícil definir uma dada emoção. Não há como saber o que uma outra pessoa está sentindo, com exatidão. Quando dizemos que uma outra pessoa está apaixonada, por exemplo, queremos dizer que acreditamos que ela esteja sentindo algo que é próximo de uma emoção que conhecemos. Mas é improvável que duas pessoas experimentem paixão da mesma maneira. Há aqui a vantagem de se poder perguntar à pessoa o que ela está sentindo. Quando essa comunicação não é possível, temos que inferir seu estado de espírito por seu comportamento e suas atitudes, pela resposta da pessoa a estímulos. Com animais não humanos, podemos fazer o mesmo. Porém, do mesmo modo que duas pessoas não sentem uma dada emoção da mesma maneira, humanos e não humanos sentirão emoções de maneiras diferentes, com graus diferentes. Não faz sentido pensar que um rato é feliz da mesma maneira que nós, mas faz sentido perguntar se eles apresentam uma emoção análoga, algo que é próximo o suficiente para que possamos chamar de felicidade. Ainda assim, o estudo científico deste tópico é bastante limitado, pois a expressão de uma emoção e sua interpretação experimental são muito subjetivas. Quero, neste post, falar sobre pesquisas recentes nesta área.

Um dos primeiros cientistas a tratar do assunto seriamente foi Charles Darwin, em seu livro “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”, de 1872. Para os que leem em inglês, há um excelente artigo de divulgação sobre o tema [2].

Quero enfatizar que ratos não sentem as coisas da mesma maneira que nós. Basta notar que, em humanos, a intensidade de uma emoção provocada por um acontecimento depende da história de vida da pessoa e da maneira como ela percebe o mundo. Mas ratos percebem o mundo de modo muito diferente do nosso. Porém, algumas coisas são parecidas.

Empatia

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa. Muitos ratos (e alguns humanos) apresentam esta característica. Para evidenciar isso, cientistas colocaram um rato em uma caixa grande, com outro rato preso em uma pequena gaiola [3]. Em pouco tempo os ratos aprenderam a soltar o companheiro aprisionado. Vários fatos curiosos. Se colocassem um rato de brinquedo na gaiola, eles não davam bola. Se colocassem outra gaiola com chocolate dentro, muitos ratos ainda preferiam abrir primeiro a gaiola com o companheiro. Se fosse colocada apenas a gaiola com chocolate, eles comiam todo o chocolate. Mas, no caso das duas gaiolas, mesmo aqueles que escolhiam “libertar” o chocolate primeiro, não comiam tudo. Após comer uma parcela, libertavam o companheiro e deixavam que comesse o restante. Eles libertavam o companheiro, mesmo que ele fosse parar em outro ambiente, sem possibilidade de contato posterior. Além disso, ratos que já tivessem sido aprisionados na gaiola pequena demoravam menos tempo para libertar o companheiro, quando os papeis eram trocados. Eles sabiam pelo que o outro estava passando.

Nessa experiência, os ratos envolvidos eram companheiros de gaiola. Sabemos que temos uma maior tendência a ajudar pessoas conhecidas, membros de uma mesma família. Então perguntou-se: e se os ratos fossem desconhecidos, um ao outro? As respostas foram surpreendentes. Em outra experiência do mesmo estilo [4], o rato aprisionado era da mesma linhagem (albino), mas desconhecido. Não importava. Os ratos livres se esforçavam para libertar os estranhos, tanto quanto antes. Porém, quando colocaram um hooded (aquele com capuz colorido e corpo branco) preso, na presença de um albino livre, o albino não deu bola para os pedidos de socorro do infeliz que estava trancado. Aparentemente, o albino não considerou o hooded como igual. Então os pesquisadores resolveram tentar o seguinte. E se um albino crescesse junto com hoodeds? Será que isso mudaria alguma coisa? E fez toda a diferença. Eles misturaram as ninhadas para que albinos convivessem desde pequenos com hoodeds. Quando chegou a hora de fazer a experiência, pegavam o albino livre e um outro hooded, desconhecido do albino. O albino soltava o hooded, como antes. Agora, apenas por terem crescido juntos, se tratavam como iguais. Acho que mesmo nós humanos podemos aprender bastante com esta experiência.

Cooperação

Também foi testado se ratos seriam capazes de cooperar [5]. O que foi descoberto é que, se estiver valendo comida, sim. Se tiverem oportunidade de se comunicar, dois ratos conseguem aprender a sincronizar seus movimentos para obter uma recompensa. Nesta experiência, para obter a recompensa, dois ratos deveriam tocar simultaneamente seus focinhos em uma placa. A experiência tem várias etapas para comprovar se os ratos não estavam agindo simplesmente por alguma espécie de instinto. O resultado é que ratos são sim, capazes de cooperar em uma tarefa.

Arrependimento

Teria sido melhor se eu tivesse feito outra coisa… Arrependimento é isso. Não é decepção por algo não ter dado certo. É a percepção de que foi tomada a atitude errada, foi feita uma escolha errada, que levou a uma consequência pior do que se teria, caso a escolha fosse outra. Para verificar se ratos se arrependem, cientistas bolaram a seguinte experiência [6]. De uma passarela circular, saem quatro pequenos corredores, para fora, em quatro cantos opostos. O rato caminha pela passarela circular, em um dado sentido (por exemplo, anti-horário). Quando chega na porta de um desses corredores, é disparado um som que indica o quanto o rato tem de esperar para que a porta deste corredor se abra e ele pegue a recompensa em seu final. Cada corredor tem pellets com sabores diferentes, que o rato aprende a identificar: cereja, banana, chocolate ou sem sabor. Quanto mais agudo o som, mais o rato tem de esperar. O tempo de espera é curto, mas aleatório. Cada rato tem uma hora para pegar o máximo de pellets que conseguir. O caso é o gosto varia muito de rato para rato. Um dado rato pode gostar mais de chocolate do que de cereja, por exemplo. Para este rato, vale a pena esperar mais para ter o chocolate, mas não tem muita paciência para esperar o de cereja. Porém, no decurso da experiência, pode ser que ele desista de esperar relativamente pouco por uma coisa gostosa, só para descobrir que vai ter de esperar bastante, no próximo corredor, por uma coisa não tão boa. Aí ele olha para trás… Eu devia ter esperado no corredor passado… Achei surpreendente, mas é isso que acontece. Quando passam por uma sequência não muito boa, olham para frente. Em uma boa oportunidade, olham para o corredor em que vão entrar. Mas quando percebem que perderam uma boa oportunidade, olham para trás e ficam com a oportunidade ruim mesmo (ao invés de seguirem para o próximo e tentar algo melhor). A experiência mede muitas outras coisas para chegar à conclusão de que ratos, de fato, se arrependem. Mas só isso já acho interessante divulgar.

Metacognição

Metacognição é o raciocínio sobre seu raciocínio. É a habilidade de refletir sobre seus próprios processos mentais. Por exemplo, quando você percebe que não sabe uma determinada coisa e quer aprendê-la, está raciocinando sobre o que você sabe, sobre seu raciocínio. Há uma experiência interessante para identificar isso [7]. Ratos foram treinados para identificar a duração de um determinado som, tocado para eles. Se fosse curto, apertavam uma alavanca. Se fosse longo, apertavam outra. Então montou-se o seguinte. Era tocado um som. O rato poderia escolher (novamente através de duas alavancas), se iria responder ao teste, ou não. Caso não quisesse responder, apertaria uma alavanca e receberia uma pequena recompensa. Caso escolhesse responder, novas alavancas eram oferecidas e, ao apertar a alavanca errada, não receberia nada. Mas ao apertar a certa, receberia o dobro da recompensa que conseguiria, caso tivesse recusado o teste. Depois da fase de treinamento, quando o sistema tocava um som bem curto, ou bem longo, os ratos escolhiam responder e, geralmente, acertavam, recebendo a recompensa grande. Mas quando o sistema tocava um som de duração intermediária, difícil de saber se é longo ou curto, os ratos recusavam o teste, ficando com a recompensa pequena. Eles sabiam que não eram capazes de responder corretamente ao teste. Eles têm consciência daquilo que sabem e do que não sabem.

A experiência anterior não foi exatamente definitiva, porque vários ratos não conseguiram aprender a apertar as alavancas corretas. O aparato era complicado para um rato. Além disso, muitos cientistas ficaram desconfortáveis com este achado e se mantiveram céticos. O fato é que pouquíssimos animais apresentam metacognição. Mais experiências seriam necessárias. Outra bastante interessante, que acho bom comentar, é sobre a capacidade de buscar informação. Para verificar isso, elaborou-se o seguinte conjunto de experiências [8]. Em um labirinto em forma de “T”, um rato era colocado na base do T e deveria dirigir-se ao entroncamento dos outros braços. Lá, havia uma alavanca que, ao ser pressionada, liberava uma pequena recompensa e acendia uma luz, indicando em qual braço do T estaria o restante (escolhido aleatoriamente). Depois de treinados, apenas a recompensa no fim do túnel era oferecida e os ratos passavam a apertar a alavanca exclusivamente para acender a luz. Não quero entrar em detalhes, mas grupos de controle foram usados para garantir que os ratos não estavam apenas respondendo a condicionamento. Em uma segunda etapa, era usado um labirinto radial, com oito braços. Novamente, os ratos aprenderam a apertar a alavanca para acender a luz. Porém, na fase final da experiência, ao invés de escolher aleatoriamente um braço, a recompensa era colocada sempre no mesmo. Assim, o rato apertaria a alavanca, que acenderia a luz, indicando o braço correto. Como o braço era sempre o mesmo, rapidamente os ratos pararam de apertar a alavanca, seguindo direto para a recompensa. Afinal, passou a ser desnecessário pedir a informação. A experiência tem inúmeros detalhes e seria impossível abordar todos aqui, mas apontam para o fato de que, quando um rato percebe que não sabe alguma coisa, dada a oportunidade, ele pergunta. Nestas experiências, foram testados apenas machos. Eu gostaria de ver uma que identificasse a diferença de comportamento entre gêneros. Há indícios de que machos e fêmeas se comportam de modo diferente, em relação à busca por informação, em outras espécies. Por exemplo, machos humanos raramente leem o manual de um aparelho novo, antes de tentar instalá-lo.

Alegria

Ratos comunicam contentamento. Para os que quiserem saber sobre a comunicação entre os ratos, sugiro os artigos [9] e [10]. O importante aqui é que ratos têm um som específico, na faixa dos 50 kHz, para expressar contentamento. É o equivalente a uma risada. Em uma série de experimentos [11], dois pesquisadores mediram as risadas emitidas ao se fazer cócegas em um rato, sob as mais variadas condições. Eu sei o que você deve estar pensando… É o emprego dos meus sonhos – ganhar a vida fazendo cócegas em ratos. Mas a pesquisa é séria e traz vários resultados curiosos. Um deles, é que há ratos que não gostam muito de cócegas e ratos que adoram. É um traço genético que é rapidamente potencializado. Em quatro gerações, foi possível isolar ratos que eram loucos por cócegas de ratos que detestavam. E gostar de cócegas é um fator associado à docilidade. Ratos que gostam de cócegas são mais dóceis e psicologicamente mais estáveis, no sentido de que são mais tolerantes a situações de estresse. Ratos que não gostam de cócegas tendem a ser mais agressivos e mais suscetíveis ao estresse. Esta pode ser uma informação importante para criadores. Ao reproduzir ratos que gostam mais de cócegas, tem-se a certeza de reproduzir ratos com bom temperamento. Enquanto que temperamento leva muito tempo para ser adequadamente avaliado, é fácil saber, desde muito cedo, se um rato gosta ou não de cócegas. É importante notar que ratos só têm uma experiência positiva com cócegas se forem acostumados desde pequenos ou, se adultos, com muito cuidado para não assustá-los. E cócegas demais, irrita. Mas, observadas estas condições, os autores sugerem que, para ratos que passaram por situações traumatizantes, é possível desenvolver uma terapia de cócegas. É isso mesmo. Cócegas terapêuticas.

cocegas

A Gaia adora cócegas

Luto

Muitos animais não humanos expressam luto [12]. Não sei se há estudos com ratos nessa área mas, infelizmente, pude atestar o sentimento de perda que eles têm, com meus próprios olhos. No dia 16 de julho a nossa querida Syf faleceu. Foi um trágico acidente. Sabendo que ratos percebem o que acontece em volta deles, levamos as meninas para o quarto, onde estava seu corpo, e deixamos que ficassem com ela. Todas lamberam seu rosto por um certo tempo. A Sáti, sua mãe, mexeu bastante em seu rosto e, ao perceber que estava morta, foi direto para a caixa em que usamos como transporte para a gaiola. Ela ficou sozinha, em um canto. Todas gostavam da Syf, mas era especialmente ligada à Sol, sua duplicata, à Frigga, sua companheira de soneca e à tia Maya, que sempre cuidou dela como filha. A Maya foi quem ficou mais tempo com seu corpo, lambendo incessantemente seu rosto. A Frigga e a Sol vieram para meu colo, como fazem sempre que ficam assustadas. Foi uma cena muito triste, mas uma atitude importante. Se não tivéssemos feito isso, elas ficariam estressadas com o desaparecimento repentino da Syf. Além disso, tiveram a oportunidade de despedir-se dela. É algo tão importante para eles, quanto é para nós. A Frigga ficou tristonha por alguns dias, mas já está melhor. A Sol ficou dois dias quase sem comer. É também importante dar uma atenção especial para elas neste momento. A Sol está melhor, recuperou o peso, mas ainda tem um semblante triste.

Acredito que seres inteligentes, principalmente parentes próximos, como somos nós e os ratos, têm conjuntos de emoções parecidos. Talvez não da mesma forma, não com o mesmo grau, mas emoções, afinal. Com meus ratos eu compartilho minhas alegrias, meus momentos de relaxamento e carinho contemplativo e meus momentos de tristeza. Perder a Syf foi perder uma filha. Alguém que acompanhei meticulosamente o crescimento e desenvolvimento desde a sua concepção, literalmente. Ela foi planejada e esperada com carinho. Vi seus primeiros pelos loiros surgirem. Vi seu primeiro sorriso. Vi sair do ninho e deslumbrar-se com o mundo: o pequeno mundo de uma casa. Ela deu seu último suspiro em meus braços. Eu terei sua memória com carinho, até que eu mesmo me vá.

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Syf, amamos você.


  1. Arthur Lesk: Introduction to Genomics, Oxford University Press, 2012.
  2. Marc Bekoff: Animal Emotions: Exploring Passionate Natures, BioScience 50 (2000) 861-870.
  3. Inbal Bartal, Jean Decety, Peggy Mason: Empathy and Pro-Social Behavior in Rats, Science 334 (2011) 1427-1430.
  4. Inbal Bartal, David Rodgers, Maria Sarria, Jean Decety, Peggy Mason: Pro-Social Behavior in Rats is Modulated by Social Experience, eLife 2014;3:e01385.
  5. Sylwia Lopuch, Piotr Popik: Cooperative Behavior of Laboratory Rats (Rattus Norvegicus) in an Instrumental Task, Journal of Comparative Psychology 125 (2011) 250-253.
  6. Adam Steiner, David Redish: Behavioral and neurophysiological correlates of regret in rat decision-making on a neuroeconomic task, Nature Neuroscience 17 (2014) 995-1002.
  7. Allison Foote, Jonathon Crystal: Metacognition in the Rat, Current Biology 17 (2007) 551-555.
  8. Chelsea Kirk, Neil McMillan, William Roberts: Rats Respond for Information: Metacognition in a Rodent?, Journal of Experimental Psychology: Animal Learning and Cognition 40 (2014) 249-259.
  9. Jeffrey Burgdorf et. al.: Ultrasonic Vocalizations of Rats (Rattus Norvegicus) During Mating, Play, and Aggression: Behavioral Concomitants, Relationship to Reward, and Self-Administration of Playback, Journal of Comparative Psychology 122 (2008) 357-367.
  10. Stefan Brudzynski: Communication of Adult Rats by Ultrasonic Vocalization: Biological, Sociobiological, and Neuroscience Approaches, ILAR Journal 50 (2009) 43-50.
  11. Jaak Panksepp, Jeffrey Burgdorf: 50-kHz chirping (laughter?) in response to conditioned and unconditioned tickle-induced reward in rats: effects of social housing and genetic variables, Behavioural Brain Research 115 (2000) 25-38.
  12. Teja Pribac: Animal Grief, Animal Studies Journal 2 (2013) 67-90.

 

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8 respostas a Seus ratos estão felizes?

  1. David diz:

    Muito bom !!
    Muito legal artigos sobre comportamento , emoções e inteligencia em ratos !!

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  2. Lygia diz:

    Sua página é uma das melhores sobre comportamento animal que já li, e tratando diretamente dos animais a quem devemos muito dos nossos conhecimentos científicos – os ratos. Pouco a pouco as pessoas estão descobrindo que companheiros fantásticos eles são, e esta página ajuda a lidar mais profundamente com isso.

    Sinto muito pela Syf =( Um dos meus ratos faleceu no início do ano e percebi que o que ficou não foi mais o mesmo – virou um recluso, até que apresentei outro ratinho a ele. (O artigo anterior de apresentação foi extremamente útil, alias). Ele ainda deixa o novo amigo de lado, mas todo dia tento que eles se cheirem um pouco pelo menos. Mas o comportamento dele parece o alguém que não quer sofrer de novo =(

    Obrigada pelos seus posts! Como veterinária de ratos e como mãe de ratos! =D ❤

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    • Olá Lygia. Muito obrigado dos elogios. A ideia de montar um blog surgiu justamente por nós (eu e minha esposa) termos tido muita dificuldade em encontrar informações. Nós somos leigos – somos matemáticos. Receber elogios assim de especialistas é muito gratificante. Um dos desafios que temos como alvo é diminuir o preconceito que existe hoje com relação a ratos. Como você disse, eles são companheiros fantásticos! Não é justo, principalmente por todo o avanço científico que eles nos proporcionam, que sejam tratados com tanta repulsa, por tanta gente. Mesmo as pessoas que amam ratos têm um pouco de dificuldade de lidar com as necessidades específicas deles. É difícil convencer algumas pessoas de que não podem ser tratados como cães ou gatos (você deve saber disso melhor do que nós). Ainda assim, é incrível perceber como são parecidos conosco. Com a morte da Syf, todos em casa ficamos amuados. Como entre humanos, aos poucos a rotina vai voltando ao normal. Vendo isso, acho perfeitamente possível que seu meninão esteja receoso de sofrer. O mais provável, entretanto, é que ele esteja deprimido. Se você souber de qualquer informação sobre depressão em ratos, por favor, divida conosco. Será um prazer divulgar aqui. Um grande abraço!

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  3. Ratos são simplesmente incríveis! Já tive e foi uma experiência maravilhosa, mas vivem muito pouco e sinceramente não lido muito bem com isso, então pelo menos por enquanto não pretendo ter novamente. Mas esse é o único motivo, porque de resto foi tudo maravilhoso!

    Parabéns pelo trabalho em divulgar esses animais tão lindos e por fornecer conteúdo de utilidade para os que estão se aventurando (ou irão) nesse mundo “ratístico”, rsrsrs.

    Apesar de não ter mais ratos continuo muito ligada a esse “mundo” e continuo tentando ajudar pessoas que gostam de ratos, além de também continuar tentando desmistificar certas coisas e tentar diminuir um pouco essa imagem negativa que tantas pessoas tem de ratos, mesmo sendo ratos de estimação, que são tão limpinhos e amáveis. Fico pulando de fórum em fórum, comunidade em comunidade, site em site, rsrsrs.

    Enfim, muito legal!

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    • Olá Ana. Agradeço os elogios. Você levantou um ponto importante. Eles vivem muito pouco. É realmente difícil perder um companheiro tão extraordinário em tão pouco tempo. Você é bem vinda a matar as saudades de ter um rato, aqui. Se quiser sugerir coisas, tópicos, etc., este espaço estará sempre aberto a você. Felicidades!!

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  4. Danieli Ribeiro diz:

    Eu gostei muito do seu texto.
    Hoje faz uma semana que perdi minha kiara numa cirurgia para retirada de um tumor. Sempre li muitas coisas que me ajudaram a cuidar dela.

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    • Poxa Danieli, sinto muito. Já tivemos muitas cirurgias como essa, com sucesso, e uma que resultou em uma enorme perda. É assim mesmo. Ficamos agradecidos por termos contribuído com seus cuidados para com ela e compartilhamos seus sentimentos. Obrigado e conte conosco.

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