Entrevista com o criador Maicon Meirelles, do Rattaria Brasil

Por Aline Pêgas

maiconEssa semana nosso post é uma entrevista com o criador Maicon Meirelles. Ele é um dos fundadores do Rattaria Brasil e cria ratos desde 2001. Nós perguntamos de tudo pra ele. Você pode ler o texto aqui no blog e se quiser também pode ouvir como foi nossa conversa no spotify.

 

Rato de Casa: Ratos de estimação são uma coisa nova no Brasil. Quando foi que você decidiu que queria ter um rato?
Maicon Meirelles: Lá em casa, na casa dos meus pais na verdade, todo mundo sempre foi apaixonado por animais. Meu pai sempre criou galinhas de raças variadas e canários belgas.  Mas eu queria ser diferentão, aí eu comprei um hamster e depois do hamster eu acabei ganhando dois ratos albinos mesmo de um amigo, sendo que um ano e meio depois eles morreram. Eu não sei o motivo, porque naquela época era muito difícil achar um veterinário especializado (até hoje é difícil), então eu não sei o real motivo da morte deles. Pode ser por alimentação porque naquela época a gente não tinha tanto acesso á informação como a gente tem hoje. Mas enfim, depois de muitos anos eu vim reencontrei essa paixão. Uma amiga me deu dois ratos e depois eu peguei mais dois pra formar duas duplas, uma de machos e outra de fêmeas. Aí foi que eu realmente descobri minha paixão.

Rato de Casa: Que legal! O que os ratos têm de diferente que chamou sua atenção e fez você se apaixonar?
Maicon Meirelles: O rato é muito diferente de um hamster. Ele cria um laço afetivo, então isso me chama muito a atenção, porque muito do perfil comportamental do rato eu vejo em cachorro, e do cachorro vejo em rato. Eu sou apaixonado por cachorro também. Eu queria mais, queria saber mais e queria ver até onde o rato poderia ir em questão comportamental. Foi aí que eu me apaixonei de verdade, porque as coisas que eu vi eles fazerem me chamou muito a atenção. A cumplicidade que eles tem, não só em colonia, mas também o laço afetivo com o humano é extraordinária.

Rato de Casa: Você pode explicar para os leitores do Rato de Casa o que é o Rattaria Brasil e qual é o trabalho que vocês fazem?
Maicon Meirelles: Partindo do principio, quando a gente resolveu criar e reproduzir a gente não queria fazer uma coisa de maneira errada. Lógico que todo mundo quando começa a fazer uma coisa que não entende faz algumas coisas erradas, mas ao decorrer do tempo, conforme você vai pegando experiencia, você vai concertando os seus erros. No início eu procurei os criadores mais experientes da época, mas o que eu vi eram coisas muito básicas. Não tinha coisas muito avançadas para eu saber o que era uma reprodução de verdade. Hoje eu já sei, então no início, como que foi: eu comecei a reproduzir esses dois casais que eu tinha e saíram cores diferentes. Então eu falei: por que saiu essa cor diferente? Eu procurei um criador, perguntei pra ele e nem ele sabia. Eu era apaixonado (sou até hoje) por uma cor chamada silver fawn, essa cor é minha preferida. Aliás, uma das. Se for colocar num nível ela tá num nível 8 das que eu mais prefiro. Então eu perguntei a um criador também e eu falei: como eu consigo tirar essa cor? Porque eu cruzo os ratos aqui de casa e não nasce. E ele me falou: ela é de base, então você tem que cruzar dois agoutis até sair. Eu reproduzi muito agouti e não saía nenhum, só saía agouti. Eu fui pesquisar o porquê e eu vi que não saía porque precisa de um modificador pra sair. Então não é só cruzar uma base, você tem que ter toda uma linha de cruza pra você entender o que você está fazendo. Então foi aí que eu comecei a estudar, a verificar porque não tinha, o que era, o que não era, pesquisei lá fora, conversei com criadores lá de fora, e vi que era uma imensa variedade de cores, imensa variedade de pelos, de padrões, de genética, de tudo. E eu vi que aqui no Brasil era muito pobre de informação, pobre de padrões, pobre de tudo. O rato pet estava muito recente no Brasil ainda e não tinha avançado em nada. Foi aí que eu decidi fazer alguma coisa. Eu falei: ou eu faço ou eu espero alguém fazer. Mas até alguém fazer eu não vou conseguir ficar parado. Então eu corri atrás da importação. A primeira foi de Portugal, pra trazer uns ratos diferentes e dar uma alavancada na genética aqui do Brasil que estava muito estagnada. Aí eu comecei a realmente fazer um trabalho de melhoramento genético e comportamental nesses ratos. Tanto nos que vieram lá de fora como os aqui do Brasil. Foi aí que deu início ao Rattaria. Dos grupos que tinha na época um era muito a favor de AN e o outro era a favor muito de ração. Estavam “em guerra”. Então eu falei: ao invés de eu ficar no lado de um ou de outro, é melhor criar um grupo onde a pessoa escolhe a base alimentar. Se ela quer dar AN, ela vai dar AN, se ela quiser da ração ela vai dar ração. A pessoa que vai escolher, porém ela tem que estudar o porque que ela vai dar uma das duas bases alimentares. Não adianta dizer eu vou dar porque essa é mais saudável. Por que essa é mais saudável? Você tem que estudar o porque. A gente começou a juntar algumas pessoas que entendiam até mais do que eu pra ensinar as pessoas. Então eu criei o Rattaria pra isso, pra ensinar. Para as pessoas conseguirem ter um algo a mais. Eu quero sempre estar fazendo o melhor para os ratos. Eu quero sempre estar melhorando. O conceito do Rattaria é fazer o melhoramento genético, expandir a criação de ratos no Brasil e se Deus quiser chegar a formar um clube como lá fora tem. E não só parar nessas duas importações que foram feitas, fazer muitas mais e fazer alianças com outros criadores para o hobby crescer. Porque o que a gente quer mesmo é que o hobby cresça, e que seja como é lá fora. Então o que a gente puder fazer pra alavancar isso a gente vai fazer, porque é muito difícil começar sem ter uma base, alguém pra te ajudar. Isso eu sei porque eu tive essa dificuldade no início. Eu não encontrei ninguém pra me ajudar. Eu encontrei só informações em inglês, e eu não falo inglês, então eu tive que me virar até mesmo pra fazer a importação dos Estados Unidos, que foi bem difícil. O que a gente puder fazer pra ajudar quem está começando a gente vai fazer. O hobby só vai crescer quando todo mundo se unir e expandir seus conhecimentos. O hobby só cresce com conhecimento, se você não tiver conhecimento não vai crescer. Então o que a gente quer é gerar conhecimento pra todo mundo.

silver_fawn2

Solar, uma silver fawn

 

Rato de Casa: Você falou que vocês buscam melhoramento genético. Quais são as características que você mais valoriza? Como você escolhe um rato para ser um reprodutor?
Maicon Meirelles: Os critérios são: idade, comportamento, peso e por último vem questão de cor, pelagem e tudo mais. Porém o que eu mais prezo é: um rato de boa qualidade comportamental, peso e idade certa. Se você tem esses três, a sua reprodução vai ser 100% certa. Por que? Comportamental: não adianta você cruzar um rato que é agressivo, ou que é muito medroso, ou que grita quando você pega na mão. Esses ratos não servem pra reprodução. Agora quando você pega um rato que é muito tranquilo, que você faz o que quiser com ele, que dorme no seu colo, que te lambe, é esse aí que tem que ser reprodutor. Se tiver na idade certa, que é a partir dos 5 meses, a idade que eu gosto de reproduzir é dos 5 aos 10 meses. Pode ser que tem alguma que eu reproduza aos 11 meses, mas eu gosto de esperar a fêmea atingir a sua estrutura total. Se estiver na sua estrutura certa mesmo, ela bem formada, completamente formada, então assim eu vou gerar filhotes legais. O peso certo de um fêmea pra reproduzir é no mínimo de 230 a 250 g. O macho eu prefiro sempre mais velho, porque quanto mais velho menos espermatozoides ele vai produzir, e vai ter menos filhotes na ninhada. Quanto menos filhotes na ninhada melhor, porque aí a fêmea vai conseguir suprir todos os filhotes. Assim é a minha base, é o que eu prefiro fazer e é assim que eu fui ensinado por alguns criadores lá de fora. Dá super certo, essa regra de peso, comportamento e idade é primordial. É a base de tudo.

Rato de Casa: E os ratos que não vão ser reprodutores e também não são vendidos, qual é o destino deles?
Maicon Meirelles: Na maioria das vezes ficam em casa mesmo, ou eu dou para algum amigo próximo que vai saber lidar com ele. Ás vezes eu faço o melhoramento de comportamento. Pode ser que um ou outro filhote não saia com comportamento legal. Então ou eu fico com ele até o final ou dou para algum amigo pra a gente ir avaliando o comportamento dele até ele se tornar adulto e até ele ficar idoso. Porque ele também serve como base de estudo, mesmo ele não servindo como reprodutor.

Rato de Casa: Da primeira vez que eu cruzei um casal de ratos eu pretendia doar alguns filhotes, nasceram 10, mas eu acabei ficando com todos porque na época eu não encontrei pessoas que eu achei que cuidariam tão bem quanto eu. Afinal, são meus filhotinhos. Você tem algum critério pra escolher pra quem você vende os filhotes?
Maicon Meirelles: Muita gente me procura pra comprar e muitas das vezes eu nego a venda por conta disso mesmo. Eu aceito a pessoa ser ignorante. Ser ignorante é não ter o conhecimento daquele assunto. Porém, eu não aceito a pessoa não querer aprender. Se a pessoa não tem conhecimento e eu mando material pra ela ler e estudar antes de ter o rato, e ela realmente manda foto da gaiola e fala que vai comprar tal ração, ou vai alimentar de tal forma, aí tudo bem. Agora, se ela não faz, realmente não tem como. Por exemplo, um caso recente foi de uma pessoa que queria comprar um casal. Isso acontece muito. Eu perguntei: Por que você quer comprar casal? A pessoa disse que é porque eles não podem viver sozinhos. Mas aí ela pode comprar uma dupla e eles vão viver bem. A pessoa argumentou que eles vão crescer e brigar. Isso não vai acontecer, você pode comprar uma dupla que isso não vai acontecer. Eu insisti em saber porque a pessoa queria casal e ela disse que queria reproduzir. Então assim, a pessoa não sabia de nada e já queria reproduzir com apenas um casal. Como que eu vou vender um casal pra uma pessoa que não entende? Se a pessoa me mostrar que está disposta a aprender aí eu vendo o filhote, fora isso não. Eu tenho espaço, tenho dinheiro e tenho gaiola pra manter os filhotes. Se eu não conseguir ou não quiser vender eu fico com todos em casa, não tem problema nenhum. Quanto mais ratos pra mim é melhor, então eu posso muito bem negar a venda pra qualquer um. Se me provar realmente que vai ser um tutor bom eu vou vender o filhote. Pode até ser caso de doação também. Por exemplo, a gente fez um resgate de muitos ratos. Uma amiga ficou com os machos e eu fiquei com as fêmeas, e até agora eu não doei nenhuma. Eu vou ficar com as nove. Eu não vou doar pra ninguém porque é complicado, elas passaram por situações bem difíceis, precisam de um cuidado a mais e que a pessoa tenha um veterinário especializado. Mas as pessoas não querem fazer o certo pelo cuidado delas. Até mesmo porque algumas são muito agressivas e as pessoas não vão saber lidar com rato agressivo do jeito que elas são.

Rato de Casa: Mudando um pouco de assunto, você poderia explicar para as pessoas qual é a diferença entre um rato dumbo e um standard? E o que significa exatamente um padrão?
Maicon Meirelles: Eu vejo muito as pessoas confundindo isso. Dizendo que o dumbo é um rato diferente com necessidades diferentes, e na realidade não é. Dumbo e standard são a mesma coisa, são a mesma raça. O que difere são as orelhas, apenas as orelhas. No dumbo a orelha é localizada na lateral da cabeça e ela é arredondada, no standard a orelhinha é no topo da cabeça e bem em pé. Pode ser que tenha diferença também na questão morfológica da cabeça e na estrutura corporal. Eu já vi dumbo ser bem diferente nessa questão. Porém, é a mesma raça. É rato, são rattus norvegicus. Quando a gente fala em padrão a gente pode falar em questão de show ou não. Lá fora um rato padrão é um rato de acordo com todos os critérios para show. Por exemplo, lá fora dumbo não é aceito como um padrão para show, o que é aceito é o standard porque ele é o rato base. É o rato que deu origem a todos os outros. Padrão aqui no Brasil é uma coisa muito difícil de falar, porque lá fora padrão é o rato perfeito em questão de curvatura corporal, fuça, olhos, rabo e peso. Pra competição é no mínimo 500g, rabo grosso e redondo, corpo alongado e curvatura alta. A fuça deve ser curta e larga e os olhos grandes. E a orelha bem no topo da cabeça e grande. Isso é um rato padrão pra show. Aqui no Brasil a gente até pode ter rato no padrão, mas também pode misturar e falar padrão entre várias coisas. Por exemplo, um padrão de cor. Um rato preto pode não estar no padrão porque ele tem fios brancos e um rato preto não pode ter fios brancos entre os pelos. Então padrão pode ser de morfologia, cor, tipo de pelo. Pode significar várias coisas.

Rato de Casa: A gente tem várias cores e pelagens diferentes de rato. Alguma dessas características faz com que o rato precise de cuidados especiais para reproduzir ou durante a vida?
Maicon Meirelles: Cuidado com reprodução precisa ter com qualquer um. Não é porque é hairless ou harley ou rex que tem que ter cuidado, até em pelo comum tem que ter cuidado em reprodução. Na primeira importação o que a gente trouxe de diferente foi o hairless e o rex. O rex não precisa de cuidados diferentes, agora os hairless tem a necessidade de ter a pele hidratada no mínimo uma vez na semana. Você pode usar azeite ou óleo mineral. Eu gosto de passar azeite de oliva porque eles podem lamber e não vai fazer mal. Pra você que quer tirar marcas de unha, porque às vezes eles brincam e se machucam, aquele arranhão feio, você pode dar banho de azeite nele, literalmente. Ou você pode pegar um algodão bem molhado de azeite e passar nele. Isso com certeza vai ajudar ele a não ficar com marcas. Em questão de reprodução eu já tive muito problema, porque eu trouxe de Portugal apenas três fêmeas hairless, duas portadoras e um macho portador de hairless. Então a reprodução no início foi muito complicada. Eu cheguei a perder fêmea porque não conseguiu parir. Eu vi que isso é questão de linha, algumas linhas de hairless não servem mesmo pra reprodução, só pra pet. Outras servem, são ótimas mães, parem normalmente. É muito comum ver pessoas falando que leram por aí que hairless tem problema de parto e tem fêmea que não consegue amamentar. Isso varia de acordo com a linha. Em algumas linhas a fêmea têm ausência da glândula mamária. Quando você tem uma linha bem formada você consegue eliminar todos esses problemas. Eu agora tenho uma boa linha, as fêmeas parem normalmente sem nenhum sofrimento e alimentam os filhotes muito bem. Eles ficam gordos e grandes. Falando da segunda importação o que a gente trouxe de pelagem diferente foi o harley, o peludinho. O pelo dele é longo e liso. O harley tem intolerância proteica, não é qualquer proteína que eles aceitam. E eles são muito sensíveis a estresse, a qualquer mudança climática. Se eles se estressarem começam a soltar muito óleo, parece até que você jogou óleo nele. As pessoas quando tiverem, algumas já tem, tem que se atentar a isso. Se eles passarem por exemplo por um susto grande, com certeza vai brotar óleo da pele dele e precisa de todo um procedimento pra acabar com isso. Os hairless são tranquilos, mas os harleys eu falo com certeza: cuidado com o que você vai dar pra ele comer, cuidado pra não estressar o bicho. No mais, eu acho que não tem outra pelagem que precise de cuidados especiais.

Rato de Casa: Bom, pra terminar nossa entrevista eu gostaria de perguntar qual é o seu conselho pra quem quer ser um criador. O que essa pessoa deve fazer? E se você quiser mandar mais algum recado, fique à vontade.
Maicon Meirelles: Se a pessoa quiser ser criadora, ela tem que pensar duas vezes antes porque é um caminho sem volta. Brincadeira (risos). Pra pessoa querer fazer, ela tem que saber o que está fazendo. Então o conselho é estude, estude e estude. Mesmo que você não tenha tempo durante o dia, estude durante a noite. Mesmo que você não tenha tempo à noite, estude de madrugada. Mas arranje um tempo pra você estudar sobre tudo o que envolve reprodução. Quando você fala: eu quero ser um criador, a pessoa não vai estudar só sobre reprodução, ela vai estudar sobre doenças, alimentação, padrão, genética e outras coisas. Ser criador envolve o universo inteiro dos ratos. Não são apenas pequenas coisas. Você tem que saber sobre doenças, porque você vai lá saber se aquele rato pode ser portador de alguma coisa ou não e você tá cruzando aquele rato. Vai nascer rato todo doente? Você não sabe. Então a base tudo é o conhecimento. Segundo, tem que ter uma estrutura. Se você for começar a reproduzir um monte de ratos vai dar errado. Você vai enfiar os ratos aonde? Comece bem de vagar, comece com dois casais, reproduza um de cada vez. Estude bem a ninhada, estude bem a mãe durante a ninhada, estude o desenvolvimento dos filhotes. Anote tudo o que acontecer com eles pra você ter uma base sua de criação. Você pode ter vários artigos na internet, mas eu falo que o melhor artigo é o seu próprio, quando você tem como base a sua experiência. Você tendo a sua experiência você vai poder até indagar depois outras pessoas com respeito à reprodução. Numa estrutura pra começar com dois casais você tem que ter no mínimo duas gaiolas e maternidade. E depois duas gaiolas pra você separar os filhotes machos e fêmeas. É o básico do básico pra você começar, depois você vai se aprofundando. Você pode crescer a sua criação se você tiver espaço e se você tiver como manter todos os seus animais. Não pense que você vai ser criador e vai ficar rico, ninguém fica rico reproduzindo rato. Pense da seguinte forma, se eu tenho dinheiro pra cuidar e estruturar a minha criação pra 10 ratos reprodutores, então eu vou ter 10 ratos reprodutores. Pense no seu bolso também. Não adianta você ter uma criação gigantesca e você não conseguir alimentar essa criação. Vai que precisa de cuidados especiais com veterinário. Vai ter como cuidar depois? Tem que se pensar em tudo, não só: eu vou reproduzir e vou começar a vender loucamente. Pense primeiro no bem estar dos animais e depois em reproduzir, aí sim vai dar certo. E como eu disse num primeiro momento, conhecimento. Estude bastante pra surtir bons frutos. E procure criadores experientes. Não adianta você querer começar do nada e fazer tudo, não vai dar certo. Tenha conhecimento, tenha estrutura, tenha estabilidade financeira e consiga braços, parceiros, pessoas que possam te ajudar. Procure criadores que realmente entendam da coisa e tem experiência, não criadores que acham que entendem.
Agora o meu recado é para os criadores. Eu vou falar pra deixar de lado as picuinhas, as intrigas as invejas e todo mundo se unir em prol de único resultado. Porque o hobby só vai crescer quando todo mundo pensar da mesma forma, e trilhar o mesmo caminho. Se cada um for por uma lado, não vai chegar a lugar nenhum. Eu acho que a gente tem que se unir e parar com ‘ha, eu tenho raiva de fulano porque fulano tem um rato assim e fulano não quer me dar aquele rato’, ‘ha eu tenho raiva de fulano porque fulano é assim, porque é estrelinha, gosta de se sentir o centro das atenções’. Deixa o cara ser o que ele quiser. o importante é todo mundo se unir. Não importa quem a pessoa é, e agente tem que acabar convivendo com a pessoa do jeito que ela é. Tem muitas pessoas que não vão gostar do jeito que você é. Então a gente tem que saber lidar com as pessoas. |No momento que todo mundo parar com isso tudo, aí sim o hobby vai crescer. Quando todo mundo  trilhar o mesmo caminho, pensar da mesma maneira, com a mesma cabeça, aí a gente talvez vai chegar ao nível que é lá fora . Eu sonhei em ter os ratos que eu hoje tenho, mas eu sonho também que o Brasil seja referencia lá fora em criação de ratos. Mas isso só vai acontecer quando todo mundo parar com as picuinhas e as invejas e as mentiras e as intrigas e se unir em torno de um único bem que são os ratos.

Rato de Casa: Muito obrigada pela entrevista, eu acho que vai ajudar bastante gente. Você falou bastante coisa importante. Boa sorte pra você e pro Rattaria Brasil.
Maicon Meirelles: Foi um prazer, fico muito feliz pelo convite. Muito obrigado mesmo.

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